história do sutiã

História do sutiã: veja como a peça surgiu e como tem sido ressignificada

Tempo de leitura: 6 min

Na moda íntima, praticamente todas as peças são indispensáveis e marcam grande presença em nosso dia a dia. No entanto, uma delas se destaca por toda a sua trajetória e pelas suas transformações ao longo do tempo. Você já ouviu a história do sutiã? Então, esse é o momento!

A moda basicamente reflete o contexto da sociedade, adaptando-se aos seus comportamentos mais marcantes e ao seu estilo de vida. Por essa razão, ela sempre se constrói e se reconstrói, e nunca é estática. E é por isso que o sutiã tem muito mais história do que possa parecer.

Neste post, vamos falar sobre como se deu o desenvolvimento dessa polêmica peça do vestuário e de como ela tem sido ressignificada nos últimos tempos. Acompanhe e saiba mais sobre este tema!

A história do sutiã

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Apesar de ser um item muito usado no dia a dia de muitas pessoas, a trajetória do sutiã ainda é pouco falada. Na verdade, a história dessa peça acompanha, principalmente, as conquistas das mulheres ao longo do tempo. Por essa razão, a peça está muito associado à liberdade feminina, inclusive a de querer usá-lo ou não.

Quer saber como foi a invenção do sutiã e como ele se adaptou até o que conhecemos nos dias de hoje? A seguir, veja como tudo isso aconteceu nas diferentes épocas da história e nas mais variadas regiões do mundo!

Nos tempos mais antigos

O surgimento do sutiã não é tão preciso. Ao que tudo indica, a sua versão mais antiga — o corpete — começou a ser usado na Grécia Antiga, mais especificamente na Ilha de Creta, há aproximadamente 4.500 anos. De início, eles eram usados para evitar que a queda natural dos seios trouxesse mudanças na aparência das mulheres.

Além disso, em Esparta, o corpete tinha outra função: a de sustentar os seios das mulheres guerreiras e evitar lesões enquanto elas treinavam, ou até mesmo durante as suas lutas e confrontos.

No entanto, com a ascensão do Império Romano, a figura masculina era mais idolatrada. Por conta disso, as mulheres com seios menores eram mais valorizadas. Desse modo, surgiu o hábito de comprimir essa região com uma faixa, a fim de minimizar os traços do corpo feminino.

Durante a Idade Média

Essa cultura apenas teve fim na época da Idade Média, quando o uso do espartilho voltou a aumentar. E foi justamente durante essa fase da história que o sutiã começou a se assemelhar aos modelos que conhecemos hoje.

Como a peça era feita com madeira para dar o formato da silhueta, muitas mulheres começaram a reclamar dos ferimentos gerados em algumas regiões, como a cintura e os seios, e de como ela dificultava a respiração. A partir disso, viu-se a necessidade de reformulá-lo com o intuito de deixá-lo mais confortável.

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Na Idade Moderna

Herminie Cadolle foi uma das pioneiras nesse aspecto. Após o fim da Idade Média, com o advento da Revolução Industrial, essa inventora teve a ideia de dividir o espartilho em duas partes: uma para cobrir os seios e outra para modelar a cintura. Desse modo, em 1889, na França, ela patenteou a criação do primeiro sutiã.

Já nos Estados Unidos, Mary Phelps Jacob, que mudou seu nome para Caresse Crosby, recebeu os créditos como inventora do sutiã. Sua ideia surgiu em 1913, quando pretendia criar uma peça para sustentar os seios durante o uso de um vestido com tecido mais fluído. Para isso, uniu dois lenços e usou algumas fitas para dar formato ao artigo.

Como Crosby não teve tanto sucesso ao tentar patentear a sua obra, vendeu os direitos desse sutiã para a Warner Bros, que levou à frente essa ideia. Desde então, a comercialização do sutiã cresceu consideravelmente, principalmente em função dos avanços tecnológicos na indústria têxtil.

Já na década de 1920, a estilista Coco Channel começou a produzir modelos que deixavam as mamas mais achatadas e, cerca de 10 anos depois, o conceito dos enchimentos para dar a impressão de seios mais fartos, e das estruturas metálicas para darem sustentação à peça, começou a ser propagado.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes, novos tecidos foram usados para a confecção do sutiã, como o náilon, que dava mais elasticidade à peça e, consequentemente, mais conforto às suas usuárias.

Além disso, devido à globalização e ao aumento da praticidade de acesso à informação, conseguimos encontrar uma variedade de modelos de sutiã por todo o mundo. Sejam eles com bojo ou não, nos formatos mais diversos, com diferentes tecidos e cores, além da grande opção de adereços e detalhes estéticos.

A importância do sutiã ao longo do tempo

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Como visto, o sutiã tem grande relevância no dia a dia do universo feminino justamente porque toda a história de sua evolução acompanhou o desenvolvimento de diversas conquistas das mulheres.

Por exemplo, durante a Idade Média, era praticamente obrigatório o uso de peças pouco confortáveis e que realmente feriam o corpo de suas usuárias. Dessa maneira, a ressignificação do sutiã, no século XIX, surtiu efeito também na quebra desse padrão de vestimentas imposto sobre as mulheres, a partir de uma alternativa bem mais confortável.

Ou seja, o que antes causava desconforto às usuárias e era usado com o intuito de cativar os homens, atualmente, tem um significado muito mais forte e voltado para as verdadeiras necessidades femininas. Por essa razão, a sua confecção hoje tem como objetivo cuidar da saúde e bem-estar da mulher, assim como contribuir para o aumento de sua autoestima e dar a possibilidade de se vestir da maneira que deseja.

Como você pôde ver, a figura e a história do sutiã se associam muito a trajetória do papel feminino dentro da sociedade. Por isso, ele se tornou uma das peças mais importantes do guarda-roupa de inúmeras mulheres. Por conta de tudo isso, atualmente, a lingerie pode ser vista um símbolo de apoio ao empoderamento feminino e do autocuidado entre as mulheres.

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